JP Simões foi enterrado vivo? num ano em que tanto se celebrou a morte, como foi possível matar uma celebração tão grandiosa como o seu último álbum? eu sei que o homem mudou de nome, mas... estamos assim tão distraídos? tão cruéis na vertigem de tudo enterrar? O tempo das flores foi cancelado pelo terrorismo?
segunda-feira, 26 de dezembro de 2016
ISABELA FIGUEIREDO A Gorda
“Eu, Isabela Figueiredo, saí do
armário no momento em que fiz a gastrectomia. Passei a ter fat pride [orgulho em ser gorda] no momento em que deixei de ser
gorda. Antes de fazer a operação não aceitaria. Faria o que sempre fiz, que foi
gozar com a minha gordura, com o meu corpo, com o meu aspeto.
quinta-feira, 22 de setembro de 2016
BRUNO PERNADAS Those who throw objects at the crocodiles will be asked to retrieve them + Worst summer ever
Bruno Pernadas apareceu em
apoteose com “How can we be joyful in a world full of knowledge” (2014). Dois
anos depois regressa com dois álbuns ainda mais poderosos. São duas elegias da
felicidade.
sábado, 19 de julho de 2014
Tiago Rodrigues: Bovary
A
propósito da encenação e adaptação de Bovary, por Tiago Rodrigues, estreada no
Festival Alkantara, afirma António Pinto Ribeiro (no texto “Como abordar um
clássico”, publicado no Ípsilon a 4 de Julho), que “o romance era logo no
início ‘despachado’ numa síntese feita com alguma caricatura”.
segunda-feira, 5 de maio de 2014
BRUNO PERNADAS: How can we be joyful in a world full of knowledge
Numa entrevista em que recorda um encontro que teve com Jimi Hendrix dois anos antes dele morrer, Joni Mitchell diz que a “primeira mudança” é o momento mais difícil na carreira de um músico.
segunda-feira, 8 de julho de 2013
Andrei Platónov: Djan ou a alma
O
socialismo no deserto: a mais horrível aventura humana precisa do mais belo escritor para ser relatada.
Vladimir Zazúbrin: O Tchekista
A
vergonha do carrasco podia ser o subtítulo desta crónica
da tomada de consciência de um funcionário do terror, pelo primeiro escritor
soviético
Tomás da Fonseca: Religião, república, educação
"O diabo em pé" odiava a fornicação entre Estado e Igreja. Pagou
por isso.
terça-feira, 30 de outubro de 2012
DF Wallace: Infinite jest em tradução
Salvato Telles Menzes e Vasco Menezes, pai e filho, estão a
traduzir uma piada, mas uma piada com mais de mil páginas. À razão de 5 páginas
por dia X 2, “Infinite Jest” de David Foster Wallace está a transformar-se em “A
piada infinita”.
quinta-feira, 18 de outubro de 2012
Alexandra Lucas Coelho: E a noite roda
Depois dos relatos de viagem “Tahrir”
e “Viva México”, Alexandra Lucas Coelho volta a Portugal para apresentar “E a
noite roda”. É o seu primeiro romance, e é também um regresso ao Médio Oriente
e a Jerusalém, onde chegou a ser correspondente do Público. O que é que acontece
ao amor, num cenário de conflito, de muros e separações? E o que é que acontece
à experiência jornalística, quando é invadida pela paixão?
Manuel António Araújo: o rapaz que lia Rimbaud
O apocalipse de uma personagem sem libido por
mulheres, ou o calvário do sexo
Tomás da Fonseca: religião, república, educação
Portugal
já teve o seu Pussy Riot: odiava a fornicação entre Estado e Igreja: e pagou
por isso. Chamaram-lhe “o diabo em pé”
segunda-feira, 8 de outubro de 2012
Lady Gaga
[publicado originalmente no suplemento do Público P2, em apresentação ao concerto de Lady Gaga no Pavilhão Atlântico, em Lisboa]
Heroínas: ser mulher não basta
Uma exposição que é uma tomada de poder, primeiro simbólica,
depois definitiva, da mulher representada na pintura. Em “Heroínas” – no Museu
Thyssen, Madrid – os arquétipos do feminino herdados de um mundo de homens são
reunidos, revisitados, desconstruídos e reconstruídos para dar a ver a Cidade
das Mulheres.
domingo, 7 de outubro de 2012
Platónov: a escavação
Alegres e enterrados: com Platónov regressamos à paródia macabra da ilusão soviética, às delícias e fantasias da grande arte literária.
sexta-feira, 5 de outubro de 2012
George Orwell: livros e cigarros
O filósofo norte-americano Richard Rorty considerava Vladimir Nabokov e George Orwell os escritores de língua inglesa mais importantes do séc. XX. Ambos abominavam o poder (ou a crueldade subjacente ao exercício do poder) e desprezavam os idólatras do poder (“snobs” no vocabulário de Orwell, “filisteus” na versão nabokoviana). Dito isto, o percurso dos dois não podia ter sido mais oposto. Nabokov seguiu uma via apolítica e individualista, Orwell manteve-se politicamente envolvido: “Não existe literatura genuinamente desligada da política”.
quinta-feira, 4 de outubro de 2012
José Eduardo Agualusa: o lugar do morto
Agualusa veste as calças de 25 grandes escritores, mas precisa de mandar fazer bainhas.
Manuel António Araújo: a aldeia das mulheres
Há
sexo na aldeia: crónica de uma aldeia transmontana, matriarcal e fogosa.
Paul Verhoeven: Jesus da Nazaré
O
realizador de Robocop dá-nos um Jesus humano, demasiado humano. De Deus, resta
a palavra.
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