quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Tomás da Fonseca: religião, república, educação


Portugal já teve o seu Pussy Riot: odiava a fornicação entre Estado e Igreja: e pagou por isso. Chamaram-lhe “o diabo em pé”

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Lady Gaga


[publicado originalmente no suplemento do Público P2, em apresentação ao concerto de Lady Gaga no Pavilhão Atlântico, em Lisboa]

Heroínas: ser mulher não basta


Uma exposição que é uma tomada de poder, primeiro simbólica, depois definitiva, da mulher representada na pintura. Em “Heroínas” – no Museu Thyssen, Madrid – os arquétipos do feminino herdados de um mundo de homens são reunidos, revisitados, desconstruídos e reconstruídos para dar a ver a Cidade das Mulheres.

domingo, 7 de outubro de 2012

Platónov: a escavação


Alegres e enterrados: com Platónov regressamos à paródia macabra da ilusão soviética, às delícias e fantasias da grande arte literária.

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

George Orwell: livros e cigarros

O filósofo norte-americano Richard Rorty considerava Vladimir Nabokov e George Orwell os escritores de língua inglesa mais importantes do séc. XX. Ambos abominavam o poder (ou a crueldade subjacente ao exercício do poder) e desprezavam os idólatras do poder (“snobs” no vocabulário de Orwell, “filisteus” na versão nabokoviana). Dito isto, o percurso dos dois não podia ter sido mais oposto. Nabokov seguiu uma via apolítica e individualista, Orwell manteve-se politicamente envolvido: “Não existe literatura genuinamente desligada da política”. 

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

José Eduardo Agualusa: o lugar do morto


Agualusa veste as calças de 25 grandes escritores, mas precisa de mandar fazer bainhas.

Manuel António Araújo: a aldeia das mulheres


Há sexo na aldeia: crónica de uma aldeia transmontana, matriarcal e fogosa.

Paul Verhoeven: Jesus da Nazaré


O realizador de Robocop dá-nos um Jesus humano, demasiado humano. De Deus, resta a palavra.

Julian Barnes: nada a temer


O título engana: Barnes tem pavor da morte

Daniel H. Pink: Drive


De acordo com Mr. Pink estamos a assistir ao crepúsculo do dinheiro como motivação. Outros valores cantarão.

Robert Walser: histórias de imagens


Robert Walser aprendeu a ver olhando o irmão pintar. A pintura entrou-lhe na escrita, no lugar do amor.